Proposta avança em dois turnos com ampla maioria e movimenta disputa política
Uma votação histórica e de forte repercussão política marca a noite desta quarta-feira, em Brasília. Segundo as informações da transmissão ao vivo, o Senado Federal aprovou, em primeiro e segundo turnos, a proposta que acaba com a escala de trabalho 6×1.
O placar foi de 75 votos favoráveis e apenas um contrário em cada turno. A votação aconteceu de forma acelerada, diante de um plenário lotado, com a presença de parlamentares e integrantes do governo federal.
A mudança na jornada de trabalho ganha ainda mais importância por acontecer em plena reta final da disputa presidencial entre Lula e Flávio Bolsonaro.
O resultado abre uma nova etapa no debate sobre os direitos dos trabalhadores, os impactos para as empresas e as regras de implementação da nova jornada.
Bastidores — o peso político da votação
A velocidade da aprovação não foi casual. O governo articulou um calendário especial para concluir os dois turnos na mesma noite, antes do segundo turno presidencial.
A proposta prevê a redução gradual da jornada de 44 para 40 horas semanais, com dois dias de descanso remunerado e sem redução salarial.
O ponto central da análise política: o fim da escala 6×1 conseguiu reunir governo e oposição em torno de uma pauta trabalhista. Lula incorporou a proposta à campanha, enquanto Flávio Bolsonaro mudou seu posicionamento e passou a apoiá-la. O PL, entretanto, já sinalizou que pretende apresentar outro modelo de jornada em 2027.
A PEC, após aprovação definitiva nas duas Casas, segue para promulgação pelo Congresso Nacional, e não para sanção do presidente da República.

