Nomes ligados a igrejas como Assembleia de Deus, Universal, Graça de Deus e Mundial perdem espaço e ficam sem mandato em 2026.
A apuração das eleições de 2026 confirmou um movimento de retração e renovação na representação religiosa de São Paulo, resultando na derrota de lideranças evangélicas históricas e parlamentares veteranos nas urnas. O avanço de novos perfis políticos acabou desidratando candidaturas tradicionais apadrinhadas por algumas das maiores denominações do país, como a Assembleia de Deus, a Igreja Universal do Reino de Deus, a Igreja Internacional da Graça de Deus e a Igreja Mundial do Poder de Deus.
Entre os principais nomes derrotados no pleito paulista está o deputado federal Gilberto Nascimento (Podemos). Delegado aposentado, pastor e um dos pioneiros da bancada evangélica no Congresso Nacional — onde iniciou trajetória em 1982 e presidia a Frente Parlamentar Evangélica desde 2025 —, o parlamentar obteve 43.977 votos e não alcançou a reeleição. A onda de rejeição a caciques religiosos também atingiu a deputada estadual Edna Macedo (irmã do bispo Edir Macedo) e o deputado federal David Soares (filho do missionário R.R. Soares), que não conseguiram renovar seus mandatos para a próxima legislatura.
