Com mais de 3 milhões de votos no estado, candidato do PL alcança votação expressiva nas duas maiores cidades da região; PL terá a maior bancada paulista na Câmara, com 19 das 70 cadeiras
Por Gabrielle Tricanico | ELEIÇÕES 2026 | GRANDE ABC E SÃO PAULO
A votação de Lucas Pavanato (PL) teve forte alcance no Grande ABC. Além de liderar a disputa para deputado federal em São Paulo, com 3.032.812 votos na parcial informada, o candidato ultrapassou 50 mil votos em Santo André e também em São Bernardo do Campo, segundo os dados municipais apresentados nesta apuração.
O resultado põe as duas cidades do ABC no mapa da votação expressiva de Pavanato, que superou a marca histórica de votos para deputado federal no estado. O desempenho local chama atenção em uma eleição disputada por centenas de candidaturas e mostra como a votação de um nome pode ultrapassar seus redutos políticos tradicionais.
São Paulo elege 70 deputados federais. Na composição da bancada para a próxima legislatura, o PL aparece na primeira posição, com 19 cadeiras. O PT vem em seguida, com 11. PSOL, Podemos, Republicanos e PSD aparecem empatados com seis cadeiras cada.
PL lidera; veja a ordem das maiores bancadas de São Paulo
A distribuição divulgada para as 70 cadeiras paulistas ficou assim:
- PL — 19 deputados
- PT — 11
- PSOL — 6
- Podemos — 6
- Republicanos — 6
- PSD — 6
- MDB — 4
- PP — 3
- PSB — 2
- Novo — 2
- União — 2
- Missão — 1
- PSDB — 1
- PRD — 1
A bancada do PL terá quase um terço das cadeiras paulistas na Câmara. O resultado dá à legenda a maior representação do estado em Brasília, enquanto o PT ocupa a segunda posição. As quatro siglas empatadas com seis vagas — PSOL, Podemos, Republicanos e PSD — formam o bloco seguinte na distribuição.
O que muda para o Grande ABC
Para o Grande ABC, a presença de Paulo Serra (PSDB) entre os nomes apontados como eleitos dá à região uma referência com trajetória à frente da Prefeitura de Santo André. A eleição de um deputado federal ligado ao ABC pode ampliar a articulação regional em Brasília por recursos e projetos para os sete municípios.
A expressiva votação de Pavanato nas duas cidades também é um dado político relevante para a região: mais de 50 mil votos em Santo André e mais de 50 mil em São Bernardo. O resultado evidencia que o eleitorado do ABC participou de forma significativa da votação de um candidato que liderou a disputa estadual.
Na lista parcial de candidatos mais votados também aparecem nomes ligados a outras regiões de São Paulo, como Márcio Alvino (PL), do Alto Tietê, com 261.141 votos; e Thiago Surfista (PL), de Guarulhos, com 161.953. No Litoral Norte, Mauricio Neves (PP) aparece com 269.257 votos.
A eleição federal tem impacto direto para os municípios: deputados participam da votação do orçamento da União, propõem e analisam leis e podem atuar na articulação de investimentos federais para saúde, mobilidade, infraestrutura, habitação e segurança. A força de cada partido na Câmara também influencia a organização política e as negociações dentro do Congresso.
Nomes mais votados na parcial estadual
Com 99% das urnas apuradas na parcial encaminhada à reportagem, os primeiros colocados foram:
- Lucas Pavanato (PL) — 3.032.812 votos
- Erika Hilton (PSOL) — 1.593.622
- Sâmia Bomfim (PSOL) — 582.402
- Kim Kataguiri (Missão) — 519.226
- Tabata Amaral (PSB) — 475.919
- Renato Bolsonaro (PL) — 378.627
- Sargento Nantes (PP) — 332.924
- Delegado Palumbo (Podemos) — 302.889
- Guilherme Cortez (PSOL) — 275.125
- Mauricio Neves (PP) — 269.257
- Márcio Alvino (PL) — 261.141
- Professora Luciene Cavalcante (PSOL) — 253.443
- Ana Carolina Oliveira (Podemos) — 246.454
- Baleia Rossi (MDB) — 237.749
- Luna Zarattini (PT) — 233.518
A relação completa de nomes e votos da parcial fornecida inclui 43 candidaturas, enquanto São Paulo elege 70 deputados federais. A composição por partido acima reúne as 70 cadeiras divulgadas; os números individuais da apuração citados nesta matéria correspondem à parcial informada e podem sofrer alterações até a totalização oficial. A eleição proporcional considera os votos recebidos pelos candidatos e pelos partidos ou federações na distribuição das vagas.
