Em agenda em Cidade Dutra e no Grajaú, candidato avalia debate e defende parceria entre presidente e governadores; Márcio França comenta voto útil e a possibilidade de Lula vencer no primeiro turno.
Por Midiam Almeida | Eleições 2026
Grajaú: Fernando Haddad (PT), candidato ao Governo de São Paulo, esteve nesta quarta-feira (30) na região de Cidade Dutra e do Grajaú, na Zona Sul da capital, para uma agenda de campanha acompanhada pela Guardiã da Notícia. Em conversa com a imprensa, o candidato avaliou o debate de terça-feira (29), criticou a gestão de Tarcísio de Freitas e abordou educação, segurança pública e o cenário eleitoral.
Haddad considerou o debate positivo para apresentar suas propostas, mas afirmou que apenas dois encontros entre os candidatos são insuficientes para aprofundar a discussão sobre os desafios do estado.
Na educação, cobrou avanços no atendimento aos estudantes da educação especial e às demandas das mães atípicas. Ao comentar o reconhecimento do Ministério da Educação mencionado pelo governador, questionou os resultados apresentados e defendeu mais iniciativas para melhorar o ensino paulista.
O candidato também pediu mais transparência sobre as finanças públicas estaduais. Na reta final da campanha, disse que pretende visitar diferentes regiões e reforçar a mobilização com deputados e senadores aliados, ampliando o contato com a população.
A segurança pública foi outro tema das declarações. Haddad defendeu mudanças no enfrentamento às facções criminosas e acusou Tarcísio de “fechar os olhos” para a suposta presença do Comando Vermelho em São Paulo. Ao sustentar a crítica, citou Piracicaba e Praia Grande e mencionou informações que atribuiu à Polícia Civil de Minas Gerais.
Questionado sobre o cenário nacional, Haddad afirmou que as disputas pelo governo estadual, pelo Senado e pela Presidência estão conectadas por integrarem uma eleição geral. Defendeu que o presidente da República trabalhe em parceria com os governadores, independentemente dos partidos, colocando o interesse público em primeiro lugar.
Haddad também declarou que já esteve no governo e na oposição e que, em sua trajetória, não fez distinção de tratamento por filiação partidária.
Márcio França (PSB) disputa a vice-governadoria na chapa de Haddad. Em entrevista à Guardiã da Notícia, afirmou acreditar na possibilidade de Lula vencer a eleição presidencial no primeiro turno e destacou o peso do voto útil, da abstenção e dos votos brancos e nulos no resultado.
Na avaliação de França, a migração de eleitores de candidaturas menores pode representar uma diferença de quatro a cinco pontos percentuais na reta final da disputa. Ele também apontou uma melhora no cenário eleitoral no Nordeste e em Minas Gerais, comentou a disputa na Baixada Santista e no ABC e manifestou confiança no resultado na Grande São Paulo.

