Japonês naturalizado brasileiro, Kojima construiu trajetória ligada à cerâmica e à pintura e teve processo de fabricação reconhecido como patrimônio cultural.
Por Thalyta Andrâde | Arte | Mauá
Morreu em Mauá, nesta segunda-feira (28), o artista plástico e ceramista Yasuichi Kojima, aos 92 anos. Nascido no Japão, em 24 de fevereiro de 1934, Kojima chegou ao Brasil em 1953 e construiu parte significativa de sua trajetória artística e profissional em Mauá. A causa da morte não foi divulgada.
Formado na Escola de Cerâmica Industrial de Tajimi-Gifu, no Japão, Kojima imigrou para o Brasil como técnico de cerâmica. Após trabalhar em São Caetano do Sul, transferiu-se para Mauá e, em 1958, montou a própria fábrica de porcelana. A primeira queima ocorreu em 1959 e a produção familiar permanece em funcionamento.
Além da atuação como ceramista, Kojima também desenvolveu trabalhos na pintura. Ele estudou com os artistas Manabu Mabe, Takaoka e Nakajima e participou de exposições em diferentes cidades do Grande ABC e em São Paulo. Uma de suas obras, “Centro Histórico da Bahia”, foi doada ao Museu de Arte do Parlamento de São Paulo.
Em Mauá, o processo de fabricação em arte cerâmica desenvolvido por Kojima foi tombado em 2020 como bem imaterial de valor histórico, cultural e artístico. Obras do artista também fazem parte do acervo da Pinacoteca Municipal de Mauá.
A trajetória de Kojima ficou ligada à preservação da produção cerâmica e à atividade artística do município. A Prefeitura de Mauá manifestou condolências aos familiares e amigos após a morte do artista.

