Relatório da SP Parcerias indica problemas crônicos de manutenção, multas acumuladas de R$ 2 milhões e exploração irregular do espaço público
Um relatório técnico produzido pela SP Parcerias concluiu que a concessionária Viva o Vale descumpriu 22 obrigações contratuais na gestão do Vale do Anhangabaú, no Centro de São Paulo. O documento de 88 páginas serve de fundamentação para o processo administrativo instaurado pela gestão Ricardo Nunes (MDB) que pode levar à caducidade e rescisão antecipada da parceria iniciada em 2021.
Entre os problemas identificados estão falhas recorrentes de zeladoria, como banheiros interditados, bebedouros sem água, fontes luminosas desativadas e grelhas de drenagem quebradas na travessia com a Avenida São João. O levantamento também aponta danos no pavimento provocados pelo tráfego de veículos, falhas no piso tátil para pessoas com deficiência e destruição de canteiros paisagísticos.
A concessão, arrematada pelo consórcio liderado pela WTorre por R$ 6,5 milhões após reformas municipais de R$ 105 milhões, também acumula controvérsias pelo barulho de eventos noturnos, bloqueio indevido de acessos públicos com tapumes, atraso na ativação de quiosques e tentativa de instalação de um estacionamento irregular. Além das infrações operacionais, a concessionária acumula R$ 1,97 milhão em multas administrativas não pagas.
