Operação que apura suposta infiltração do crime organizado no sistema de ônibus aumenta a pressão sobre políticos e empresas do setor
A investigação que apura uma suposta infiltração do crime organizado no transporte público de São Paulo colocou o ex-presidente da Câmara Municipal Milton Leite no centro das atenções. Segundo o conteúdo apresentado no programa, 12 das 22 empresas investigadas teriam alguma relação com o crime organizado, enquanto o caso também envolve nomes que já ocuparam cargos estratégicos na gestão do transporte municipal.
O prefeito Ricardo Nunes afirmou que respeita a trajetória de Milton Leite, mas defendeu o direito de defesa e declarou apoio às investigações. O governador Tarcísio de Freitas também foi questionado sobre sua relação com o ex-vereador e afirmou que o vínculo sempre foi institucional, citando projetos relacionados a saneamento e mananciais. Já Fernando Haddad afirmou que São Paulo viveu disputas em torno dos contratos de transporte e disse confiar nas investigações.
O caso também reacende o debate sobre a fiscalização e a regulamentação do transporte coletivo na capital. A Prefeitura afirma que não há risco de paralisação do serviço e que as linhas seguem operando normalmente. A investigação, porém, coloca sob escrutínio contratos, empresas e relações políticas que atravessam diferentes períodos da administração pública paulistana.
