Em 13 dias de setembro, município acumula 230 milímetros de precipitação, volume equivalente ao dobro da média mensal esperada, sem registro de vítimas ou desabrigados.
A Defesa Civil de Mogi das Cruzes mantém o monitoramento ininterrupto de 41 áreas de risco mapeadas no município após os temporais acumularem 230 milímetros de chuva nos primeiros 13 dias de setembro, índice que supera o dobro da média histórica mensal. O volume pluviométrico provocou 15 pontos de alagamento em vias públicas, quatro deslizamentos de terra e quedas de árvores que obstruíram estradas rurais e vicinais. Apesar dos transtornos causados pelo solo encharcado, o gabinete de crise municipal confirmou que não houve registro de vítimas, feridos ou moradores desabrigados, uma vez que o acúmulo de água ficou restrito ao nível da rua, sem invadir as residências.
A retenção das águas decorre da cheia do Rio Tietê combinada às chuvas contínuas nas cabeceiras da bacia hidrográfica, em Salesópolis e Biritiba Mirim, criando um efeito dominó que compromete o sistema de drenagem e o escoamento em áreas rebaixadas da cidade. Entre os pontos mais críticos acompanhados pelas equipes de trânsito e serviços urbanos estão as ruas Borges Vieira, Sendai, Orivaldo Gonçalves e Milho, além de trechos no bairro Itapeti e na Ilha Marabá. As ações operacionais contam com apoio integrado do conselho das Defesas Civis do Alto Tietê, permitindo a atuação conjunta de socorro e suporte técnico com municípios vizinhos que também enfrentam dificuldades severas de drenagem, como Itaquaquecetuba, Poá e Suzano.
Com a previsão de continuidade das precipitações nos próximos dias, as autoridades reforçaram as diretrizes de segurança e prevenção para os moradores. A orientação principal é evitar a colocação de sacos de lixo nas calçadas durante temporais para impedir a obstrução de bueiros e galerias pluviais em bairros com histórico de enchentes. A Defesa Civil alerta ainda para que pedestres e motoristas não tentem atravessar enxurradas ou vias submersas, destacando que uma lâmina de água de apenas 15 centímetros tem força suficiente para derrubar um adulto, enquanto volumes a partir de 30 centímetros são capazes de arrastar automóveis e criar riscos severos de afogamento em bueiros abertos e pontos de refluxo.

