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CPI do Jockey Club de São Paulo convoca ex-presidente e membros do conselho

Comissão da Câmara Municipal investiga situação fiscal e imobiliária do clube e aprovou convites para Benjamin Steinbruch, Marconi Perillo e Abrão Assam Filho

Por Malu Giacchetto | Equipe A Guardiã da Notícia | ECONOMIA | SÃO PAULO

A CPI do Jockey Club da Câmara Municipal de São Paulo aprovou, nesta terça-feira (11), convites para que integrantes da direção e do Conselho Fiscal do clube prestem esclarecimentos aos vereadores. Entre os convidados está Benjamin Steinbruch, presidente da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e ex-presidente do Jockey Club. Também foram convidados Marconi Perillo, ex-governador de Goiás e ex-integrante do Conselho de Administração do Jockey, e Abrão Assam Filho, membro efetivo do Conselho Fiscal da instituição.

A comissão investiga a regularidade fiscal e imobiliária das atividades do Jockey, a gestão de débitos tributários, a alienação de potencial construtivo e a atuação do poder público. Segundo o presidente da CPI, vereador Gilberto Nascimento (PL), os trabalhos foram divididos em três etapas. A comissão já ouviu autores de denúncias e representantes da Prefeitura e agora pretende ouvir integrantes das áreas financeira e administrativa do clube.

Nascimento também afirmou que deve ser discutida a prorrogação dos trabalhos da comissão.

Em junho, a CPI ouviu representantes de empresas com contratos relacionados a obras e projetos no Jockey Club, entre elas a Construtora Biapó, a Elysium Sociedade Cultural e a Partifib Projetos Imobiliários. Manoel Garcia Filho, sócio e fundador da Biapó, afirmou que a empresa executou integralmente contratos de restauração no clube. Segundo ele, os serviços incluíram a tribuna dos sócios e os salões sociais, com contratos que somaram milhões de reais.

Também prestou depoimento Fernando José Moniz de Câmara, representante da Partifib, empresa ligada à família Steinbruch. Ele afirmou que a companhia pagou cerca de R$ 17 milhões por potencial construtivo e disse que, em dezembro de 2019, o Jockey recebeu R$ 9 milhões da empresa.

Por fim, Giulyane Nogueira Gomes, ex-diretora-executiva da Elysium, explicou a participação da empresa em contratos com o Jockey. Ela afirmou que a companhia era patrocinada pela CSN e que sua atuação estava relacionada à administração de recursos aprovados pela Lei Federal de Incentivo à Cultura.

A CPI ainda deve ouvir novos representantes do Jockey Club e analisar documentos relacionados às operações investigadas antes de concluir os trabalhos.

Rádio - Clínica Santa Marcia
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