O Ibovespa recuou 1,52% acompanhando o tombo histórico em Nova York, impulsionado pela alta do petróleo e pelo tom de alerta do Banco Central americano.
O mercado financeiro global enfrentou um pregão de forte aversão ao risco, com a bolsa brasileira registrando queda de 1,52%, pressionada pelo recuo de mais de 7% nas ações do Santander e pelo avanço do barril de petróleo para 90 dólares em meio às ameaças de escalada militar no Oriente Médio. Nos Estados Unidos, os índices também despencaram — com o Dow Jones registrando sua pior queda em cinco anos (mais de 2%) — após o Federal Reserve manter as taxas de juros, mas sinalizar preocupações inflacionárias severas com votos a favor de um aumento e um discurso confuso de seu presidente. O dólar encerrou cotado entre R$ 5,10 e R$ 5,11, e o Banco Central Europeu também decidiu manter sua taxa em 3,75%. No cenário doméstico, apesar das tensões e da temporada mista de balanços de tecnologia no exterior, a expectativa do economista Fábio Denardi é de que o Banco Central do Brasil consiga aplicar um corte de 0,25% na taxa Selic na reunião de agosto.
