A 1ª E ÚNICA RÁDIO DE MÚSICA ELETRÔNICA COM JORNALISMO DO BRASIL

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Caminhoneiros ameaçam paralisação e cobram votação da MP do frete no senado

Líder da categoria afirma que mobilização pode começar nesta segunda-feira (13); objetivo é pressionar o Congresso antes do prazo final de votação da medida provisória.

🎙️ Ouça os detalhes na programação da Rádio A Guardiã da Notícia e acompanhe a cobertura completa em nossas multiplataformas.

Por Gabrielle Tricanico | Brasil | Brasília

Uma nova ameaça de paralisação nacional dos caminhoneiros coloca o setor de transportes e a logística brasileira em estado de atenção. A mobilização foi anunciada pelo presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Wallace Landim, conhecido como Chorão, que afirmou que caminhoneiros autônomos e transportadores poderão interromper as atividades a partir da madrugada desta segunda-feira (13).

Segundo a entidade, o movimento busca pressionar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a pautar a votação da Medida Provisória 1.343/2026, que altera as regras do piso mínimo do frete no transporte rodoviário de cargas. A MP perde a validade em 16 de julho caso não seja apreciada pelo Congresso Nacional.

A medida provisória foi editada pelo governo federal para fortalecer a Política Nacional de Pisos Mínimos do Frete. Entre as mudanças estão a obrigatoriedade do cadastramento das operações de transporte por meio do CIOT (Código Identificador da Operação de Transporte) e mecanismos de fiscalização para impedir a contratação de fretes abaixo do piso legal.

A Câmara dos Deputados já aprovou o texto, que agora depende da análise do Senado. Durante a tramitação, o relator, deputado Zé Trovão (PL-SC), incluiu alterações como regras sobre multas, excesso de carga e anistia a penalidades aplicadas em bloqueios rodoviários ocorridos após as eleições de 2022.

Até o momento, não há confirmação de uma adesão nacional nem de bloqueios generalizados nas rodovias. A convocação parte da Abrava, e o alcance efetivo da paralisação ainda dependerá da adesão de caminhoneiros autônomos e de outras entidades representativas da categoria. Autoridades acompanham o cenário devido ao potencial impacto sobre o abastecimento de combustíveis, alimentos, medicamentos e demais produtos transportados pelas rodovias brasileiras.

Anuncie Conosco
São Paulo
Estados