Com vitória apertada, Keiko Fujimori derrota a esquerda nas urnas e recoloca o fujimorismo no centro do cenário latino-americano
Por Gabrielle Tricanico | Internacional | A Guardiã da Notícia
O Peru amanheceu sob uma nova configuração política. Após uma das disputas eleitorais mais acirradas da história recente do país, a conservadora Keiko Fujimori foi declarada vencedora da eleição presidencial, superando o candidato de esquerda Roberto Sánchez por uma diferença de pouco mais de 43 mil votos.
Com 50,11% dos votos válidos, Fujimori garantiu o retorno do fujimorismo ao Palácio do Governo em Lima, encerrando uma campanha marcada por forte polarização ideológica, embates econômicos e debates sobre segurança pública, estabilidade institucional e retomada do crescimento.
A vitória representa mais do que uma simples alternância de poder. Ela sinaliza uma mudança de rumo em um país que enfrenta anos de instabilidade política, sucessivas trocas de presidentes e crises institucionais que abalaram a confiança da população no sistema político.
Filha do ex-presidente Alberto Fujimori, Keiko retorna ao centro do poder após diversas tentativas frustradas de chegar à Presidência. Sua campanha foi sustentada pelo discurso de recuperação econômica, combate à criminalidade e fortalecimento das instituições, pautas que encontraram respaldo em parte significativa do eleitorado peruano.
Para analistas internacionais, o resultado também repercute além das fronteiras do Peru. A eleição reforça o avanço de forças conservadoras em diferentes países da América Latina e deve influenciar o debate político regional nos próximos anos.
Enquanto apoiadores celebram o resultado nas ruas de Lima, o desafio da nova presidente será construir governabilidade em um país dividido e responder rapidamente às demandas por emprego, segurança e estabilidade econômica.
A partir de agora, os olhos da América Latina voltam-se para o Peru, onde uma vitória por margem mínima pode produzir mudanças de grande impacto para toda a região.
