Um relatório da Polícia Federal revelou as táticas de contrainteligência do grupo de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para evitar monitoramento.
A organização dividia-se entre “A Turma”, com policiais aposentados focados em coação, e “Os Meninos”, núcleo de hackers. Para burlar investigações, os integrantes utilizavam números de WhatsApp internacionais e aplicativos com mensagens criptografadas e temporárias.
A rotina incluía a destruição sistemática de históricos de conversas e reuniões em locais isolados, como o interior de carros de luxo. Líderes orientavam o apagamento imediato de áudios, enquanto encontros presenciais eram planejados para evitar interceptações telefônicas. Em uma ação na rodovia, a polícia apreendeu computadores transportados pelo chefe do setor de tecnologia do grupo.
