Levantamento registrado no Tribunal Superior Eleitoral aponta liderança de Flávio Bolsonaro no maior colégio eleitoral do país. Em eventual segundo turno contra Lula, o senador também aparece numericamente à frente entre os eleitores paulistas.
A nova pesquisa da Realtime Big Data divulgada nesta segunda-feira (16) traz um sinal importante para o cenário da corrida presidencial de 2026. No Estado de São Paulo, maior colégio eleitoral do Brasil, o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece na liderança das intenções de voto e supera o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tanto no primeiro quanto em um eventual segundo turno.
No cenário estimulado, Flávio Bolsonaro registra 36% das intenções de voto, enquanto Lula aparece com 31%. Na sequência surgem Renan Santos, com 10%, Romeu Zema com 5%, Joaquim Barbosa com 4%, Ronaldo Caiado com 3% e Aécio Neves também com 3%.
Quando a disputa é projetada para o segundo turno, a vantagem do senador é mantida. Flávio Bolsonaro alcança 47% das intenções de voto contra 44% de Lula. Os votos nulos e brancos somam 4%, enquanto 5% dos entrevistados disseram não saber ou preferiram não responder.
ANÁLISE GABRIELLE TRICANICO
Os números da Realtime Big Data vão além de uma simples liderança eleitoral. A pesquisa reforça que São Paulo continua sendo o principal campo de batalha da política nacional e, historicamente, um termômetro importante para a eleição presidencial.
O levantamento mostra que a direita mantém musculatura eleitoral no Estado. Flávio Bolsonaro lidera entre homens, eleitores de renda média e alta e nas faixas etárias economicamente ativas. Já Lula concentra desempenho mais robusto entre eleitores de menor renda e entre os mais idosos.
Outro dado que chama atenção é a avaliação do governo federal. Segundo a pesquisa, 53% dos entrevistados desaprovam a gestão do presidente Lula, enquanto 43% aprovam. Na avaliação qualitativa, 39% classificam o governo como ruim ou péssimo, contra 26% que consideram ótimo ou bom.
Politicamente, o recado é claro: a polarização segue dominando o cenário nacional. Apesar da distância ainda grande para a eleição, o resultado coloca pressão sobre o Palácio do Planalto e fortalece o discurso da oposição em um Estado considerado estratégico para qualquer projeto presidencial.
