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Ocupação de estudantes na reitoria da USP termina em confronto com a PM e 10 detidos

Uma ocupação relâmpago promovida por um grupo de universitários no edifício da Pró-Reitoria de Inclusão e Pertencimento da USP, nesta segunda-feira, terminou em tumulto e prisões após intervenção da Polícia Militar. O ato de protesto contra a atual política de assistência da universidade começou por volta das 19h e foi contido cerca de uma hora depois, quando viaturas entraram no campus para realizar a retirada forçada dos manifestantes. Pelo menos 10 estudantes foram algemadas e detidas pela PM, sendo posteriormente encaminhados ao distrito policial.

O movimento estudantil apresentou uma pauta de reivindicações que exige o reajuste de R$ 300 no Programa de Apoio à Permanência (PAP) para alunos de baixa renda e mudanças urgentes nos contratos de empresas terceirizadas dos restaurantes universitários. Os manifestantes também cobram o trancamento e a suspensão de todos os processos disciplinares e judiciais movidos pela USP contra lideranças de mobilizações passadas. Além disso, o grupo protesta contra o cancelamento repentino do auxílio-transporte que havia sido garantido para os estudantes de Pedagogia viajarem ao 43º Encontro Nacional de Estudantes de Pedagogia (ENEPe).

Os universitários denunciam que a abordagem da Polícia Militar foi truculenta e desproporcional, resultando em agressões físicas e manifestantes feridos no local. De acordo com relatos recolhidos durante o confronto, um estudante chegou a desmaiar enquanto era imobilizado pelos agentes e uma aluna foi atingida diretamente na região do rosto. Até o momento, a reitoria da universidade e o comando da Polícia Militar não emitiram um balanço oficial detalhado sobre os feridos e o andamento das investigações internas.

Rádio - Clínica Santa Marcia
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