A deputada estadual Ana Carolina Serra (PSDB) falou sobre o episódio de desrespeito que afirma ter sofrido durante reunião da Comissão de Assuntos Metropolitanos da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), realizada na última quarta-feira (3).
A sessão tinha como objetivo ouvir o presidente da Sabesp, Carlos Piani, para esclarecimentos sobre acidentes operacionais e questionamentos relacionados aos serviços da companhia após a privatização. No entanto, o encontro foi encerrado após parlamentares deixarem o plenário, impedindo o quórum mínimo para continuidade dos trabalhos.
Segundo Ana Carolina Serra, durante a condução da comissão houve tentativa de intimidação verbal por parte do líder do governo na Alesp, deputado Gilmaci Santos (Republicanos).
Em nota, a parlamentar afirmou que o episódio ultrapassa divergências políticas e representa um caso de desrespeito à atuação feminina no ambiente institucional.
Para a deputada, o debate político pode ser firme, mas não pode ultrapassar os limites da civilidade e do respeito. O caso gerou repercussão política e oposição e blocos independentes estudam medidas para apuração da conduta na Assembleia.
O PSDB de São Paulo também divulgou nota classificando o episódio como violência política de gênero e reforçando solidariedade à parlamentar.
NOTA OFICIAL – LIDERANÇA DO REPUBLICANOS NA ALESP
Em nota encaminhada à reportagem, a liderança do Republicanos na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo afirmou que a saída do presidente da Sabesp, Carlos Piani, da reunião da Comissão de Assuntos Metropolitanos e Municipais (CAMM) ocorreu por razões estritamente técnicas, em função da ausência de quórum regimental necessário para a realização de uma oitiva oficial.
O partido ressaltou que a prestação de esclarecimentos sobre a atuação da Sabesp é de interesse público, mas deve ocorrer dentro das normas regimentais da Assembleia Legislativa, com a presença dos parlamentares integrantes da comissão, transmissão pela TV Alesp e registro oficial dos trabalhos.
