O colunista do New York Times, Thomas Friedman, comparou o avanço da tecnologia a um “segundo Big Bang”, enquanto painéis discutiram a participação feminina na política, a soberania da segurança jurídica e os reflexos das decisões da presidência dos Estados Unidos na geopolítica mundial.
O segundo dia do Fórum Jurídico de Lisboa, em Portugal, reuniu autoridades e especialistas para debater a participação feminina na política e o impacto global da tecnologia na democracia. O painel matutino contou com as presenças da deputada federal Soraya Santos e da secretária de Direitos Digitais, Estela Aranha, que discutiram a inserção das mulheres e o panorama do processo eleitoral. Na sequência, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, e o banqueiro André Esteves participaram de uma mesa de debates focada nos avanços tecnológicos.
O uso da inteligência artificial foi o tema central do debate que envolveu o colunista do jornal New York Times, Thomas Friedman. O jornalista comparou o avanço da tecnologia a um “segundo Big Bang”, alertando para o risco de desequilíbrio na democracia global devido à manipulação de informações. Em sua análise durante o fórum, o advogado e especialista Rodrigo de Castro esclareceu que o problema da desinformação e das chamadas fake news atinge o mercado internacional e esferas que vão além do período eleitoral, afetando também o consumo e a saúde.
Ao avaliar a segurança do sistema eleitoral brasileiro, o especialista enfatizou que a confiabilidade e a agilidade da urna eletrônica são conquistas consolidadas no Brasil, sem espaço para o retorno do voto impresso. Rodrigo de Castro citou o pronunciamento de abertura feito pelo ministro Gilmar Mendes, o qual garantiu que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o STF atuarão com rigor para coibir abusos cometidos por meio de inteligência artificial. O debate apontou que as antigas preocupações com disparos em massa por redes sociais e aplicativos foram superadas pelo desafio atual das ferramentas automatizadas de dados.
A geopolítica internacional e a postura dos Estados Unidos diante de conflitos mundiais também integraram os debates de encerramento do fórum. Durante sua exposição, o colunista Thomas Friedman apresentou uma visão crítica sobre o cenário político norte-americano contemporâneo sob a ótica do presidente Donald Trump. Segundo a cobertura jornalística transmitida ao portal Guardiã da Notícia pela equipe do programa Download Primeira Edição, o jornalista defendeu que as decisões do país refletem anseios pessoais do governante em detrimento da estabilidade democrática e global.
