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Ubatuba: Encontros vão discutir observação responsável de baleias e golfinhos

Reunião será nesta segunda-feira no Museu da Vida Marinha; oficina para operadores náuticos está marcada para 9 de junho

Ubatuba terá encontros para discutir regras e boas práticas na observação de cetáceos no Litoral Norte. A iniciativa envolve a Secretaria de Turismo, o Instituto Argonauta, o Aquário de Ubatuba e o Instituto Baleia Jubarte.

A primeira reunião será realizada nesta segunda-feira (25), às 16h, no Museu da Vida Marinha, no Perequê-Açu. O encontro vai reunir representantes do setor náutico, instituições ambientais e operadores de turismo para tratar de navegação responsável e avistagem de mamíferos marinhos.

Como continuidade da ação, será realizada no dia 9 de junho, também às 16h, uma oficina no Voga Marine, no Saco da Ribeira. A atividade será voltada à capacitação de operadores e ao alinhamento de procedimentos durante a observação de cetáceos.

A programação deve incluir abertura institucional da APA Marinha do Litoral Norte, apresentação das ações do Instituto Argonauta na região, orientações do Instituto Baleia Jubarte sobre regras de avistagem e roda de diálogo com operadores do setor náutico.

A iniciativa dá continuidade às ações realizadas em 2025, quando oficinas reuniram operadores e representantes do setor náutico para discutir protocolos de navegação responsável, preservação ambiental e crescimento do turismo de observação de baleias e golfinhos em Ubatuba.

O tema ganha força com o aumento da procura pelo turismo de observação de baleias no Litoral Norte. Dados do Projeto Baleia à Vista indicam crescimento contínuo da presença de baleias-jubarte no litoral paulista nos últimos anos, especialmente durante o período de migração, entre maio e novembro.

Entre as recomendações da APA Marinha do Litoral Norte estão a proibição de aproximação de embarcações motorizadas a menos de 100 metros das baleias, perseguição dos animais, interferência no deslocamento dos grupos e uso de drones a menos de 100 metros de altitude. Também não é permitido nadar ou mergulhar a menos de 50 metros das baleias, nem produzir ruídos excessivos próximos aos cetáceos.

O descumprimento das regras pode gerar sanções previstas na Lei de Crimes Ambientais, no Decreto Federal nº 6.514/2008 e na Resolução SIMA nº 05/2021.

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