O mês de maio traz à tona histórias de transformação impulsionadas pela maternidade, como a da empreendedora Presídia Silva, fundadora da PGI Gráfica. Em entrevista à rádio Guardiã da Notícia, Presídia compartilhou que a decisão de deixar o mercado de trabalho tradicional ocorreu há vinte anos, motivada pela necessidade profunda de acompanhar o crescimento de seu filho, Guilherme, que precisou ir para a creche com menos de um mês de vida. A realidade da empresária reflete um levantamento do Sebrae destacado no programa, o qual aponta que sessenta e oito por cento das mulheres decidem empreender justamente pela necessidade de conciliar a administração do lar, a criação dos filhos e a rotina de trabalho.
Embora o desejo de ter o próprio negócio existisse desde a juventude, quando trabalhou como feirante aos dezesseis anos, a consolidação de sua empresa gráfica exigiu grande resiliência. Presídia relatou que o maior obstáculo enfrentado foi o preconceito por ser mulher em um setor majoritariamente masculino, exigindo persistência e muita atualização técnica para conquistar credibilidade perante os clientes. Hoje, com a empresa prestes a completar duas décadas de atuação, ela divide o sucesso com o filho. Aos vinte e três anos, Guilherme atua como braço direito da mãe no setor comercial e também gerencia seu próprio negócio, definindo Presídia como sua maior inspiração e uma verdadeira guerreira. Para as mães que veem no empreendedorismo a única alternativa de sobrevivência, a empresária deixa uma mensagem de encorajamento, ressaltando a importância de acreditar no próprio potencial, estudar o mercado e buscar aliar o trabalho com aquilo que se ama fazer.
