O feriado do Dia do Trabalhador na Grande São Paulo é marcado pela forte descentralização e polarização dos atos políticos e sindicais. Diferente das históricas e massivas concentrações unificadas que costumavam ocorrer no Campo de Marte, os eventos deste 1 de maio estão pulverizados por diversas regiões da capital e do ABC Paulista.
De um lado, as centrais sindicais organizam manifestações em locais como o bairro da Liberdade — onde um evento da Força Sindical foi coberto, com certa dificuldade técnica devido ao alto volume dos carros de som, pela repórter Rebeca — e a Praça da República. A principal pauta da esquerda e dos trabalhadores nesses atos é a pressão pela aprovação do fim da escala de trabalho 6×1, projeto encabeçado pela deputada federal Erika Hilton, que tem presença confirmada nos palcos. O Sindicato dos Metalúrgicos também promove mobilizações no ABC, com discursos de autoridades previstos para o fim da tarde.
Em contrapartida, a Avenida Paulista foi tomada por movimentos conservadores. O grupo “Patriotas do QG” concentra as manifestações da direita no local, com uma pauta de oposição ao governo federal e de apoio à pré-candidatura de Flávio Bolsonaro, evidenciando a divisão política que dita o tom do feriado na maior metrópole do país.
