O cenário político em Brasília foi marcado por uma escalada de tensão entre os poderes, com destaque para os embates envolvendo ministros do STF e integrantes do Congresso.
As críticas do ministro Gilmar Mendes ao ex-procurador Rodrigo Janot reacenderam discussões sobre os limites institucionais e o legado de investigações como a Lava Jato, enquanto o relatório da CPI do Crime Organizado ampliou o desgaste entre Legislativo e Judiciário.
No Congresso, o avanço da sabatina de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal acelera o processo de recomposição da Corte, ao mesmo tempo em que cresce o debate sobre os limites da atuação parlamentar, especialmente em casos que envolvem imunidade e responsabilização de autoridades. Paralelamente, investigações da Polícia Federal e possíveis delações bilionárias indicam novos desdobramentos que podem impactar diretamente o ambiente político nacional.
Além disso, temas estruturais também ganham força no debate público, como a discussão sobre a jornada de trabalho no modelo 6×1 e os impactos econômicos de medidas recentes do governo federal, como a taxação de compras internacionais. O conjunto de fatores reforça um ambiente de instabilidade e disputas narrativas, com reflexos diretos na governabilidade e na percepção da população sobre as instituições.
