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SANEAMENTO EM MOGI DAS CRUZES: DESAFIOS, INVESTIMENTOS E FOCO EM EDUCAÇÃO AMBIENTAL

PANORAMA ATUAL E METAS DE UNIVERSALIZAÇÃO

O Serviço Municipal de Águas e Esgotos (SEMAE) de Mogi das Cruzes, única autarquia própria de saneamento na região do Alto Tietê, apresenta atualmente um índice de 95% de atendimento em abastecimento de água potável e 66% em coleta e tratamento de esgoto. Em conformidade com o Novo Marco Legal do Saneamento, a meta é atingir 99% de cobertura de água até 2033. Para suportar o crescimento populacional e o boom imobiliário, o órgão exige contrapartidas de infraestrutura de novos empreendedores e planeja um investimento de R$ 45 milhões na ETA Leste para dobrar sua capacidade de tratamento.


GESTÃO HÍDRICA E RELACIONAMENTO COM A SABESP

Mogi das Cruzes superou o período de crise hídrica através de uma gestão técnica estratégica. Cerca de 40% da água consumida no município é adquirida da Sabesp, o que demanda um diálogo constante entre as instituições. O SEMAE implementou uma contraproposta técnica à gestão de demanda noturna (redução de pressão), adaptando o sistema à topografia da cidade para evitar desabastecimentos em regiões altas. A autarquia reforça a importância de cada residência possuir reservação própria (caixa d’água) para mitigar impactos durante manutenções ou períodos de alta demanda.


EDUCAÇÃO AMBIENTAL E TARIFA SOCIAL

A conscientização é tratada como pilar fundamental da gestão, com o programa “SEMAE de Portas Abertas”, que leva alunos do ensino fundamental para conhecerem o processo de tratamento de água. No âmbito social, o município conta com mais de 9 mil famílias cadastradas na Tarifa Social desde janeiro de 2025, garantindo acesso ao recurso para populações vulneráveis. A estrutura tarifária é escalonada para desestimular o desperdício, penalizando consumos elevados e incentivando o uso racional.


INFRAESTRUTURA E COMBATE A PERDAS

Com quase 60 anos de existência, o SEMAE enfrenta o desafio de modernizar redes antigas no centro expandido. Estão sendo estudados métodos não destrutivos para substituição de tubulações, visando reduzir as perdas físicas e evitar transtornos à mobilidade urbana. Além disso, o programa “Renasce Tietê”, do Governo do Estado, prevê o aporte de R$ 238 milhões em redes coletoras e tratamento de esgoto, visando despoluir o principal corpo hídrico da região e melhorar os indicadores de saúde pública da cidade.


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