O Sindicato dos Policiais Penais do Estado de São Paulo (Sindppenal) tem liderado uma série de protestos contra o governo estadual após a exclusão da categoria do reajuste salarial proposto para as forças de segurança. Em março de 2026, foi enviado à Assembleia Legislativa um projeto de lei que prevê aumento linear de 10% para as polícias Civil, Militar e Técnico-Científica, sem contemplar os policiais penais, o que gerou forte insatisfação.
A categoria argumenta que a exclusão representa um desrespeito, especialmente após o reconhecimento oficial da Polícia Penal como parte do sistema de segurança pública. Segundo o presidente do sindicato, Fábio Jabá, os profissionais enfrentam baixos salários, falta de estrutura e ausência de direitos já concedidos a outras forças, mesmo desempenhando funções consideradas essenciais dentro do sistema prisional.
Durante entrevista, Jabá destacou que a categoria aguarda explicações do governo estadual e afirma que não houve justificativa concreta para a exclusão no reajuste. Ele também relembrou que, em anos anteriores, os policiais penais já ficaram de fora de aumentos concedidos a outros servidores, o que tem ampliado a sensação de desvalorização dentro da carreira.
Como forma de mobilização, os policiais penais organizam uma série de ações para chamar atenção do poder público, incluindo a decretação de estado de greve e a realização de protestos simbólicos, como campanhas de doação de sangue. A estratégia busca sensibilizar a sociedade e pressionar o governo a rever a decisão, garantindo isonomia salarial e melhores condições de trabalho para a categoria.
A categoria também reforça que o trabalho exercido dentro das unidades prisionais exige preparo psicológico, responsabilidade e equilíbrio constante, já que os profissionais lidam diariamente com detentos envolvidos em crimes graves, mantendo a ordem e cumprindo a legislação. Diante desse cenário, os representantes defendem que o reconhecimento precisa ir além do discurso e se refletir em valorização concreta.
