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MOEDA & MERCADO: IMPACTO DO PETRÓLEO E PERSPECTIVAS PARA OS JUROS NO BRASIL

No quadro Moeda e Mercado do programa Download da Notícia, o apresentador Fredy Junior recebeu o analista Fábio Denardi para discutir o cenário econômico desta quinta-feira, 12 de março de 2026. Em uma conversa pautada pela volatilidade global, foram analisados os reflexos dos conflitos internacionais no bolso do consumidor brasileiro e as expectativas para a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom).


BALANÇO DA BOLSA E INFLUÊNCIA POLÍTICA

Após um período de incerteza, a Bolsa de Valores de São Paulo registrou uma recuperação na última quarta-feira, fechando em alta de 0,28%. Segundo Fábio Denardi, esse movimento foi impulsionado por dois fatores principais: o anúncio dos Estados Unidos sobre o uso de reservas estratégicas de petróleo e a divulgação de uma pesquisa eleitoral (Genial/Quaest) indicando um empate técnico entre Flávio Bolsonaro e o atual presidente Lula em um eventual segundo turno para 2026, ambos com 41%.

Para a abertura desta quinta-feira, no entanto, a perspectiva é de cautela, com mercados asiáticos, europeus e americanos operando em queda, refletindo a tensão contínua no comércio global e o fechamento estratégico de rotas marítimas.


A ESCALADA DO PETRÓLEO E O IMPACTO NA BOMBA

O preço do barril de petróleo continua sendo o grande vilão da economia global e doméstica. Com o Estreito de Ormuz fechado e a ausência de escolta militar para navios comerciais por parte dos Estados Unidos, a cotação do óleo oscila entre 90 e 100 dólares. Denardi alertou para as projeções da Guarda Revolucionária do Irã, que sugerem que o valor pode atingir a marca de 200 dólares caso o conflito se prolongue.

Para o cidadão brasileiro, o reflexo é imediato: o preço da gasolina já ultrapassa os R$ 7,00 em diversas capitais. O analista ressaltou que o petróleo caro gera uma reação em cadeia, elevando os custos de frete e, consequentemente, o preço dos alimentos nas gôndolas dos supermercados, pressionando a inflação (IPCA).


EXPECTATIVAS PARA O COPOM E TAXA DE JUROS

O mercado financeiro aguarda com ansiedade a decisão do Copom marcada para a próxima quarta-feira, dia 18 de março. Atualmente, as instituições estão divididas: metade projeta um corte de 0,5% na taxa Selic, enquanto a outra metade, mais cautelosa devido à inflação e aos conflitos externos, aposta em uma redução de apenas 0,25%. Denardi acredita que ainda há espaço para um corte mais agressivo, mas ressalta que o Banco Central monitora de perto os riscos de desabastecimento e alta de insumos.


INVESTIMENTOS E CÂMBIO

Quanto ao mercado de ações, a recomendação para quem possui papéis de primeira linha, como Petrobras e Vale, é de manutenção. Apesar da oscilação do mercado, essas empresas continuam sendo boas pagadoras de dividendos. No setor de câmbio, o dólar trabalha na faixa de R$ 5,15. A projeção de Fábio Denardi é de que a moeda americana possa buscar os R$ 5,10 no curto prazo, caso o fluxo de capital estrangeiro permaneça constante, embora o cenário de incerteza internacional possa rapidamente empurrar a cotação de volta para o patamar de R$ 5,30.


CONCLUSÃO E SERVIÇO

O debate reforçou que a economia está presente no dia a dia, desde o café da manhã até o abastecimento do veículo. Fredy Junior e Fábio Denardi voltam a se encontrar na próxima terça-feira para trazer as projeções finais antes da decisão oficial sobre os juros no Brasil.

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