Comerciais de 30 segundos em horários de grande audiência destacam “segurança”, enquanto usuários cobram posicionamentos objetivos sobre o caso e problemas no serviço.
Poucos dias após o acidente envolvendo um ônibus do transporte público municipal de São Sebastião — que terminou com a morte da passageira Renata Cristina Ferreira Yassu Nakama, de 26 anos — a empresa SOU (Sancetur) passou a veicular comerciais na TV aberta, em horários considerados nobres, com mensagens reforçando segurança, qualidade e estrutura do serviço.
A reportagem apurou a exibição de inserções de 30 segundos em pelo menos dois canais, em faixas próximas a telejornais, o que chamou a atenção de moradores e gerou questionamentos nas redes sociais e entre usuários do transporte coletivo. A principal crítica é a contradição entre o investimento em publicidade institucional e a percepção de falta de respostas diretas, em notas públicas, sobre as demandas locais — incluindo o esclarecimento do acidente e medidas concretas de prevenção.
É importante destacar que publicidade institucional é uma prática comum no setor e, por si só, não indica qualquer irregularidade. Ainda assim, o momento e o conteúdo da campanha levantaram dúvidas entre parte do público sobre a intenção da empresa com a comunicação — se seria apenas reforço de imagem ou tentativa de reduzir a repercussão negativa do episódio.
